Em virtude deste tema, o portal D’Ponta News conversou com representantes do Conselho Regional de Óptica e Optometria do Estado do Paraná para entender o caso e também saber a avaliação do órgão. Para o diretor institucional do órgão associativo e profissional de optometria, Irineu Ricardo, o fato é um grande exemplo de desinformação que infelizmente acontece muito no Brasil. “Acredito que seja um caso de desinformação. O profissional optometrista é o responsável pela atenção primária no caso de doenças, infecções e problemas nos olhos. Em mais de 180 países do mundo a nossa profissão é referendada”, afirma.

Outro fato apontado por ele é discriminação que alguns optometristas sofrem em virtude dessa falta de informação. “Isso infelizmente acontece pois um decreto da época do presidente Getúlio Vargas proibia a atividade. Mas não só a nossa, outras atividades no ramo da estética e medicina na época também foram limitadas. O fato é que hoje só a nossa profissão sofre com essa desinformação e marginalização”, explica.

A profissão de optometrista é reconhecida junto ao Ministério da Educação (MEC), fato este que conflita com as denúncias feitas. Além disso, o profissional optometrista estuda mais de três mil horas na grade curricular. Sobre isso, o advogado do Conselho, Fabio Meger, explica que a profissão é legítima, secular e que decisões como a tomada na última segunda-feira (9), são baseadas em uma lei quase centenária, a qual, segundo ele, prejudica de forma injusta o profissional.

“Em nossa visão, o cidadão denunciado não tem culpa. Lembrando que a optometria é uma profissão secular, mas que sofre muita discriminação em virtude de uma lei quase centenária. Outro ponto conflitante é que embora exista essa lei, existe também os cursos com o aval do MEC, é uma profissão legítima, reconhecida e com eficácia comprovada”, conclui.

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