Estudos publicados em uma das revistas científicas mais famosas do mundo, a “The Lancet”, mostraram que a vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Rússia não causa sintomas adversos, além de realizar a resposta imune nos pacientes que receberam uma dose do produto. Chamada de “Sputnik V”, a forma de imunização causou desconfiança na comunidade internacional, já que apresentava poucos resultados publicados oficialmente em revistas internacionais.

Com os novos resultados, o estado do Paraná, que foi um dos primeiros do mundo a firmar uma parceria com a Rússia, afirmou que o pedido de registro do imunizante à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve ser feito em 10 dias. Se tudo correr como devido, os testes em território brasileiro podem começar em até um mês. Mais detalhes serão divulgados oficialmente nesta manhã de sexta-feira, 4 de setembro.

De acordo com os resultados publicados, referentes às fases 1 e 2 das testagens, não houve efeitos adversos até 42 dias depois da imunização dos participantes, e todos desenvolveram anticorpos para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) dentro de 21 dias. Os cientistas do Instituto Gamaleya, que desenvolveu a vacina, disseram à imprensa que essa resposta foi maior do que a vista em pacientes que foram infectados e se recuperaram do novo coronavírus naturalmente.

Os responsáveis pelo desenvolvimento da vacina, no Instituto Gamaleya, afirmaram que esta resposta é maior do que a vista em pacientes que se infectaram e se recuperaram do coronavírus naturalmente.

Imagens: Agência Brasil informações