Em sua primeira entrevista para um veículo ponta-grossense, o disputado cabeleireiro Sergio Ueque, da Seru Cabeleireiros, fala sobre vida e profissão

Por Michelle de Geus | Foto: Wandré Oliveira

As mulheres de Ponta Grossa e região se dividem entre as que já passaram pelas mãos de Sergio Ueque e as que ainda querem passar. O cabeleireiro abriu o salão Seru Cabeleireiros em 1996, após três anos de uma frustrante experiência de intercâmbio no Japão. “Eu queria me aventurar e de repente comecei a me perguntar: ‘O que eu estou fazendo aqui?’, lembra. Ueque, então, decidiu voltar ao Brasil e investir em um curso de cabeleireiro. Pouco depois, surgiria o Seru, considerado um dos salões mais prestigiados de Ponta Grossa.

Como bom descendente de asiáticos, Ueque acredita que o sucesso se resume a uma única coisa: disciplina. “O importante é ter dedicação, disciplina e resiliência”, afirma. Mas tão relevante quanto isso, na visão dele, é a atualização contínua – ele próprio já fez cursos desse tipo na Holanda, França e Inglaterra. Com um novo cliente a cada meia hora, Ueque tem uma agenda disputada, mas encontrou uma brecha para conversar conosco nesta que é sua primeira entrevista para um órgão de imprensa (é que, tal como seus antepassados, ele também preza muito pela discrição).

Com base na sua experiência, o senhor acredita que existe alguma tendência de beleza mais comum entre as mulheres de Ponta Grossa?

A nossa cidade já teve características regionais mais marcantes. Na década de 90, por exemplo, era comum que as ponta-grossenses e as curitibanas usassem topete no cabelo. Atualmente, está muito mais globalizado, e as pessoas têm mais informação do que está acontecendo no mundo.

A globalização mudou o perfil dos clientes?

Com certeza. Os clientes chegam no salão com muito mais bagagem, sabendo exatamente o que querem. Além disso, as pessoas parecem estar sempre com pressa, e, enquanto cortam o cabelo, aproveitam para resolver problemas de trabalho pelo celular. Não existe mais aquele momento de jogar conversa fora.

A que você atribuiu o interesse crescente do público masculino com a aparência?

Na verdade, isso já se viveu na década de 20. Se você olhar as fotos daquela época, vai perceber que os homens andavam bem alinhados e muito bem-vestidos. Agora está voltando essa preocupação masculina com a aparência.

O que é a beleza, na sua visão?

A beleza é você se sentir bem, independente da forma que você se veste, é você estar feliz consigo mesmo.

Bate-bola
Um escritor: Paulo Coelho
Um livro: O Livro dos Espíritos (Allan Kardec)
Uma frase: “Humanamente não existe um ser que seja feliz sem que o outro também seja” (René Descartes)
Um cantor (a): Marisa Monte
Uma música: “Além do Horizonte”, do Jota Quest
Um diretor: Steven Spielberg
Um filme: À Espera de um Milagre (1999)

 

Fonte: https://dpontawebnews.com.br/2020/01/20/uma-rara-conversa-com-o-badalado-sergio-ueque-do-seru-cabeleireiros/