O deputado Michele Caputo (PSDB), coordenador da Frente Parlamentar do Coronavírus, da Assembleia Legislativa do Paraná, reiterou na segunda-feira (14) a importância da retomada dos testes antígenos para controlar a taxa de contágio da Covid-19 em alta no país e no Paraná. “O Instituto de Biologia Molecular do Paraná começou a produzir o teste de antígeno e ficou claro a confiabilidade e o resultado mais rápido. Portanto, há a necessidade de se trabalhar em larga escala com os testes e isso é importantíssimo para controlar essa taxa de contágio que é muito alta”, disse.

Michele Caputo citou o exemplo da cidade de Maringá que comprou 10 mil testes e vai comprar mais 30 mil e disse que a Secretaria Estadual de Saúde (SESA) também considerou importante a aquisição e disponibilização dos testes para outros municípios.

“Fica a torcida para que o mais rápido possível a SESA também compre esses antígenos porque alguns municípios estão fazendo isso por sua própria conta. O teste custa R$ 15 em contrapartida dos R$ 150 que se paga pelo PCR, ambos com mais de 90% de confiabilidade. É uma estratégia muito acertada o teste do antígeno”, disse.

Mais vacinas – A Frente Parlamentar, segundo Michele Caputo, recebeu carta da Sociedade Paranaense de Ginecologia e Obstetrícia recomendando, o que foi acatado pelo Plano Estadual de Imunização, a vacinação de grávidas e puérperas independente de comorbidade . “Os números de óbitos maternos são assustadores em 2021 e se junta a informação do hospital Pequeno Príncipe, referência nacional na área de pediatria, uma alta de 1500% comparada a 2020 de covid-19 em crianças e adolescentes, inclusive aumento de óbitos”, disse.

“É importantíssimo acelerar o processo de vacinação porque só as duas doses conferem uma imunidade razoável. Nós precisamos que outras faixas etárias comecem a entrar nesse processo de vacinação. Estamos vendo esse deslocamento da curva de internação e de óbitos. Isso se deve ao fato de que as faixas etárias maiores já estão satisfatoriamente imunizadas”, completou.

Não adianta o governo federal, segundo o deputado, só divulgar que vai vacinar acima de 18 se não tiver vacina. “É preciso de um cronograma que o Programa Nacional de Imunização possa cumprir. Porque quando se cria uma expectativa, as pessoas vão para a fila, gera um desgaste no sistema e com isso coloca em risco a credibilidade dos gestores e os gestores estão fazendo todo possível e os trabalhadores da saúde ainda mais, porque eles estão lá na ponta do sistema”, disse.

Da Assembleia legislativa.