Vereador também afirma que as gestões passadas, “principalmente a última”, pecaram por omissão em relação à crise do transporte coletivo

O vereador Geraldo Stocco (PSB) usou as redes sociais, no fim da manhã desta quinta-feira (29), para fazer uma contundente crítica à Viação Campos Gerais (VCG), empresa responsável pelo serviço de transporte coletivo no município de Ponta Grossa. Classificando a situação como “inadmissível”, o parlamentar afirma esperar que, com o bloqueio de R$ 2,2 milhões de bens da concessionária, determinado pela Justiça do Trabalho nesta quarta-feira (28), a empresa pague ainda hoje (29) os salários atrasados dos colaboradores.

“O que a empresa tem feito com os trabalhadores e com a sociedade princesina beira o absurdo. A VCG é dona de uma concessão milionária e lucrou durante anos. Em um momento de crise, decidiu transferir toda a culpa para os trabalhadores”, comenta.

Em resposta a um argumento atribuído pelo vereador à empresa, de que as paralisações ocasionais dos trabalhadores poderiam prejudicar o comércio local, Stocco questiona: “A VCG deixaria algum cidadão usar o transporte coletivo por 60 dias sem pagar?”

Omissão

Na publicação, o parlamentar também afirma que a crise do transporte coletivo é reflexo de gestões anteriores, “principalmente da passada” (governo Marcelo Rangel, 2013-2020), que, segundo Stocco, pecou por omissão.

“A Autarquia Municipal de Trânsito [AMTT] e a Prefeitura foram totalmente omissas na fiscalização de planilhas e outras áreas relacionadas ao transporte. O nosso mandato vai novamente oficiar a AMTT para que algo seja feito. Por enquanto, aguardamos o pagamento via judicial para os trabalhadores”, conclui.

Bloqueio 

A Justiça do Trabalho de Ponta Grossa ordenou, nesta quarta-feira (28), o bloqueio dos bens da VCG para “sequestrar” o montante de R$ 2,2 milhões, de modo a realizar o pagamento dos salários atrasados dos colaboradores da empresa.

A determinação foi tomada em função do fim do prazo estipulado pelo Judiciário para a realização dos pagamentos, e é também resultado da ação ajuizada pelo Sintropas na 3ª Vara do Trabalho, que corre concomitante com o dissídio coletivo instaurado no dia 7 de abril.

Por NCG.news / Foto: Divulgação