Cinco alunos da startup ponta-grossense Clube da Robótica foram premiados na modalidade teórica da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR 2022). Desses cinco, dois alunos receberam as medalhas de prata e bronze, ficando no pódio nacional da competição.

A olimpíada é divida por níveis. O aluno Pedro Ernesto Hablich Silvestre e seu irmão Heitor Hablich Silvestre receberam medalha de honra ao mérito pelo bom desempenho na competição, nos níveis 0 e 2, respectivamente. Da mesma forma, no nível 4, o aluno Murilo Guimarães Caires também recebeu a honraria. Já no nível 3, o aluno Rafael Aoki Fugimoto recebeu a medalha de prata, e Joaquim Felipe Duarte a medalha de bronze.

O CEO do Clube da Robótica, Evandro Kafka, avalia que o bom desempenho é reflexo do gosto dos alunos pela área e resultado do que é estudado e trabalhado no Clube. “É muito bom ver que nossa metodologia está dando resultado. Nada mais satisfatório do que ver nossos alunos sendo destaque, ainda mais que alguns deles foram premiados no primeiro ano de aulas com o Clube, ou com apenas alguns meses de acompanhamento”.

Marta Kempa Duarte, conta que a premiação de bronze do filho Joaquim foi inesperada. “Quando o Joaquim foi convidado para participar da Olimpíada, achamos que ele ainda não deveria participar, pois estava há apenas 2 meses na robótica, mas o professor nos tranquilizou e orientou o Joaquim em todas as dúvidas com relação à prova. E deu certo. Foi uma grande surpresa, mas também uma grande alegria! Foi muito bom ver o sorriso grande que surgiu no rosto do Joaquim quando contei para ele o resultado”, relata a mãe. “Ele entendeu que está no caminho certo e que é isso mesmo que ele quer fazer”, completa.

Alaine Margarete Guimarães, mãe de Murilo, avalia que a premiação mostra uma aptidão que “sendo bem explorada pode render ótimos frutos na vida dele”. Melissa Aoki Fugimoto também comemora a premiação do filho e conta que Rafael fez a prova com base nos conhecimentos adquiridos nas aulas de robótica sem dedicação de estudos específica para esse fim. “Sem neura, sem bitolar e sem pressão de pais para estudar ou praticar para aquela determinada prova. Então sempre que vem uma medalha, sabendo que foi por mérito próprio dele, é um orgulho imenso!”, afirma.

 

Frutos para além do pódio

Melissa, conta que o filho Rafael sempre teve curiosidade em montar e desmontar brinquedos, por isso, decidiram apostar na robótica. “O Clube da Robótica veio através da indicação de uma amiga cujos filhos também gostavam da atividade. Depois de terem passado por dois professores diferentes, se encontraram e descobriram como a robótica é interessante, no Clube, com o professor Evandro”, relata. Para isso, Melissa, que é de Jaguariaíva, passou dois anos indo e vindo todos os sábados para Ponta Grossa, para que Rafael tivesse aulas de robótica.

Marta avalia que em menos de seis meses de aula já percebe a evolução e aprendizado de seu filho Joaquim. “Ele já sabe muitas coisas sobre linguagem de programação e o sistema da impressora 3D. O que percebo é que o professor deixa ele ir investigando as possibilidades, descobrindo por si mesmo, mas sendo muito bem orientado nessas descobertas. A aula para ele não é uma obrigação, é algo divertido, que ele gosta de fazer”. Já Melissa complementa: “Sempre digo aos pais que no Clube eles podem fazer tudo que não deixamos fazer em casa, quando o assunto é tecnologia, mexer em máquinas, aparelhos, usar solda, quase incendiar a sala do professor… Enfim. Somente assim eles irão aprender. Nada melhor do que o Clube para isso”.

Melissa afirma que as aulas também contribuíram para o desempenho escolar de Rafael. “Ele começou a ver Física e usar de forma prática antes mesmo ter tido na escola ou saber tanto a teoria, o que torna a matéria muito mais fácil”.  Marta vê que as aulas também contribuem para o desenvolvimento pessoal de Joaquim. “Tenho percebido que depois da robótica, ele tem conseguido lidar melhor com as falhas e erros que surgem, buscando por si mesmo soluções dos problemas, sem medo de errar, porque sabe que pode encontrar a solução através de tentativas e pesquisas”. Alaine também percebe amadurecimento em Murilo: “A robótica com certeza contribuiu para desenvolvimento pessoal dele. Melhorou a pró-atividade, a autoconfiança e o interesse em resolver problemas práticos”.

O professor Evandro destaca que as aulas de robótica são uma ferramenta muito importante para o desenvolvimento intelectual e pessoal das crianças e adolescentes. “O estudo da robótica desde a infância leva o aluno a desenvolver confiança, perceber que pode construir suas próprias ideias usando tecnologia e não ser apenas um consumidor”.

 

O Clube da Robótica

            startup fundada em 2019 busca através de ensino lúdico e descontraído preparar crianças e adolescentes para as tecnologias do futuro, aplicando em suas aulas conceitos de computação, ciências naturais, matemática, física e química.

Na etapa Regional/Estadual da OBR 2022, modalidade prática, que aconteceu em setembro, duas equipes de alunos do Clube da Robótica garantiram premiação: a equipe “Parafuso de Flango” levou o Prêmio Maker, e a “7Balls” conquistou o Prêmio Design.

 

da assessoria