Não se sabe com precisão o ano de construção do Solar, mas calcula-se que tenha sido por volta de 1850, pois coincide com o período em que Jesuíno Marcondes terminava seu doutoramento e retornava ao Paraná, que estava nas vias para ser emancipado. Foi construído em taipa, técnica bastante comum na época, em estilo colonial português. Provavelmente erguido por mão de obra escravizada e destaca-se pela sua imponência (mais de 450 m²) e por ter sido, curiosamente, a primeira residência da região a contar com vidros em suas janelas.
A residência foi por décadas lar da família do Conselheiro Jesuíno Marcondes de Oliveira e Sá, um dos maiores líderes políticos do Paraná nas décadas que seguiram a sua emancipação. Jesuíno viveu no local até a Proclamação da República, em 1889, quando exilou-se na Suíça, onde faleceu em 1902. À exceção de sua escrivaninha de trabalho e de um grande quadro com seu retrato, todo o mobiliário original da casa se perdeu devido aos anos de abandono.
Caído em aparente esquecimento, em 1960, Emília Alves Marcondes de Araújo, neta de Jesuíno, na condição de sua única herdeira, fez doação do bem para o Instituto Histórico e Geográfico de Palmeira. Porém, por motivos desconhecidos, o IHGP jamais tomou posse do bem, que o passou à Prefeitura Municipal. Em 1970, o Solar foi arrolado como monumento tombado pelo Departamento Histórico e Artístico do Estado do Paraná e desde 1977 abriga o Museu Histórico de Palmeira.