No dia 28 de fevereiro, a Itália registrava 17 mortes por coronavírus. Naquele momento, o governo do país decidiu mudar de estratégia, para combater o alarminismo e neutralizar o impacto econômico da epidemia.

De acordo com informações do jornal El País, as regiões mais afetadas eram Lombardia e Vêneto, principais motores econômicos do país, e abalou fortemente o turismo. Prefeitos e governos regionais decretaram uma série de medidas restringindo a circulação de pessoas, como o fechamento preventivo de escolas e outros locais de aglomerações públicas.

O governo italiano apostou numa mudança radical de estratégia com o objetivo de preservar a economia nacional. “Nossos filhos vão à escola na maioria das nossas cidades, e os turistas e investidores podem vir com tranquilidade”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Luigi di Maio, na ocasião, reconhecendo que o coronavírus abalou o setor produtivo do país.

Ele também apresentou um mapa, elaborado pela unidade de crise do Executivo. Na época, defendeu que apenas 10 cidades na Lombardia e uma em Vêneto mantivessem a quarentena e acrescentou que seria possível circular com normalidade no resto.

Não demorou para que o número de mortes crescesse de forma exponencial e as autoridades fossem obrigadas a voltar atrás colocando o país inteiro em quarentena. De acordo com a Agência Brasil, a Itália soma quase 7 mil mortes devido ao coronavírus. Todos os dias, são aproximadamente 700 vidas perdidas.

Em Bérgamo, a província mais afetada pela COVID-19, a situação é devastadora. São tantos mortos que as funerárias e o crematório da cidade não dão conta e os caixões se acumulam nos cemitérios e nas igrejas. O jornal El País registrou que caminhões do Exército retiraram setenta caixões que se acumulavam no cemitério local para serem cremados em uma região vizinha.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o pico da pandemia na Itália deve ocorrer nesta semana. “Acredito que esta semana e os primeiros dias da próxima serão decisivos, porque serão os momentos em que as medidas tomadas pelo governo há 15 ou 20 dias devem surtir efeito”, acrescentou o médico Ranieri Guerra, diretor-assistente da OMS.

A boa notícia é que a Itália vem registrando uma redução de 10% no número de casos pelo segundo dia seguido, algo inédito desde o início da disseminação do vírus. Enquanto isso, os italianos seguem isolados e lamentando o tempo que foi perdido.

Por DPonta News