Os professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) ganharam mais um reforço para o desenvolvimento de pesquisas. Por meio da Fundação Araucária, dezesseis professores conquistaram investimento de R$ 705 mil para a área de pós-graduação. A verba chega por intermediação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp), que buscou recursos para pesquisa nas áreas básicas. Os recursos serão aplicados em demandas imediatas, como equipamentos e materiais para aulas de pós-graduação.

Dos projetos submetidos para apreciação da Fundação Araucária, todos foram aprovados para receberem investimentos. O diretor de pesquisa da Propesp, Paulo Vitor Farago, iniciou o pedido junto à Fundação e comemora a conquista. “Todos os projetos foram muito bem elaborados e ficaram elencados como primeira prioridade para receberem recursos. Esse montante financeiro é extremamente importante para a instituição, uma vez que atende demandas imediatas dos cursos”, explica. Antes de serem aprovadas pela Fundação Araucária, as propostas passaram por avaliação da Propesp e, posteriormente, pela Comissão de Pós-Graduação da UEPG. “Com esse recurso, poderemos adquirir equipamentos, como estufas, autoclaves e balanças, materiais básicos para o desenvolvimento das pesquisas. Esse valor, para nós, é considerado alto e estamos muito felizes pela aprovação”, adiciona Paulo.

“Todos esses projetos aprovados são de suma importância para a pesquisa na UEPG, principalmente porque têm uma relação direta com as pós-graduações”, salienta o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Giovani Marino Fávero. O investimento representa um fortalecimento no sistema de pós-graduação da instituição, segundo o pró-reitor. “Em um momento em que verbas federais estão cada vez menores, temos que valorizar essa ação da Fundação Araucária e do Governo do Estado, a qual propicia pesquisas de alta qualidade dentro da nossa instituição”.

Professores

Aline Alberti, professora do curso de Engenharia de Alimentos, ressalta que a geração de conhecimento científico no Brasil acontece dentro das Universidade Públicas. “O investimento na pesquisa científica acaba impactando em todos os setores do país e a nossa terá efeitos em toda a cadeia de queijos artesanais”, conta. A pesquisa coordenada pela professora busca desenvolver um método rápido que indique se houve a realização do tratamento térmico do leite, que possibilite gerar informações sobre o índice de maturação de queijos. O projeto busca auxiliar profissionais para a melhoria da qualidade dos queijos no mercado nacional. “O produtor terá informações sobre o seu processo e poderá tomar decisões que impactarão na qualidade e no valor final do produto”, completa.

A inclusão da história e cultura afro-brasileira e indígena no currículo do ensino básico e superior é foco da pesquisa coordenada pela professora Letícia Fraga. “A pesquisa é fundamental na construção de uma educação antirracista, por meio da formação de professores aptos a atuar nessa causa tão fundamental: combater o racismo estrutural presente em nosso país”, explica. Para Letícia, a verba viabiliza a etapa de formação de professores, “pois permite a aquisição de obras para montar uma biblioteca itinerante, a qual os docentes poderão ter acesso à literatura indígena, que ainda chega pouco às bibliotecas das escolas”, conta.  O recurso ainda atende espaços e necessidades urgentes da Universidade, de acordo com a professora.

O professor do Programa de Pós-Graduação em Odontologia, Alessandro Loguercio, explica que, com a verba garantida,  pretende adicionar em um material restaurador um produto natural chamado de “amendoeira”, para adicionar propriedades antibacterianas e de reforço do dente após a restauração. “Será possível comprar equipamentos e material de consumo indispensável para a realização do estudo”, relata.

Outro projeto que receberá verbas é o ‘Formação e competências docentes para a educação de qualidade e equidade nas ciências e na matemática’, uma proposta coletiva dos Programas de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática; Mestrado Profissional em Ensino de Física; e Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional.  “Os programas se uniram para criar conhecimentos que possam ser aplicados no contexto educacional regional, a partir da integração de diferentes atores sociais e de ações criativas e inovadoras, especialmente num contexto pós pandêmico”, explica a professora Leila Follmann Freire. O projeto prevê articulações com a comunidade escolar da região, que também participará da pesquisa numa perspectiva colaborativa. “Essa verba garante a possibilidade de aquisição de equipamentos essenciais para o desenvolvimento de pesquisas com estudantes e professores, como tablets, computadores e impressoras 3D, além de materiais bibliográficos necessários para o desenvolvimento de ações formativas com docentes da educação básica”, completa.

da UEPG        Foto: Aline Jasper e Jéssica Natal