A pandemia trouxe um novo padrão de comportamento aos brasileiros. Reuniões online, trabalho remoto, presença em ambientes públicos somente com o uso máscaras impôs novas exigências para quem cuida da pele do rosto. O resultado é o aumento expressivo de queixas e busca por cuidados em regiões da face que a máscara não esconde.
A dentista especialista em Harmonização Facial e mestre em DTM, Camila Scremin, conta que a busca por procedimentos minimamente invasivos aumentou significativa durante a pandemia. E paralelo a busca por estes serviços cresce a busca por alternativas capazes de melhorar a aparência ao redor dos olhos, olheiras e testa. “Os pacientes estão mais atentos a estes pontos, que antes eram divididos com as demais regiões do rosto, como boca, vincos e queixo”, explica. O que não mudou, segundo ela, é a procura por intervenções que renovem a beleza com naturalidade. “Existe público para todos os tipos de procedimentos e para todos os tipos de queixa, mas o que há em comum entre os desejos dos pacientes é a melhora, com manutenção dos traços originais”, comenta.

E para atender a essas demandas, a profissional destaca que existem procedimentos variados capazes de garantir o resultado esperado. Entre eles estão a toxina botulínica, os bioestimuladores e os preenchedores. Camila explica que uma combinação de técnicas, aliadas a muito estudo, pesquisa e aperfeiçoamento tendem a manter a ocupação em alta da agenda dos profissionais. “Eu sempre oriento as pessoas a fugirem de promessas mirabolantes e de procedimentos sem comprovação científica”, alerta. A profissional reforça ainda que é preciso alguns cuidados com promessas. “Muita gente investe em cremes caríssimos que prometem frear o desenvolvimento de rugas ou tratar a flacidez na pele. Na verdade, isso não existe. O uso de procedimentos tópicos, como séruns e cremes auxiliam a manter a pele hidratada, contribuindo com a manutenção dos procedimentos, por exemplo. “No entanto, nenhum tratamento é capaz de reverter os sinais do tempo, que não sejam por meio ações minimamente invasivas e em casos mais severos, através das cirurgias plástica feita por médicos e em hospitais”, enfatiza.

da assessoria