Apesar de não ter sido uma surpresa, auxiliares mais próximos do presidente Jair Bolsonaro avaliaram que foi um duro golpe a decisão do presidente amerericano Donald Trump de assinar um decreto que proíbe a entrada nos EUA de cidadãos não americanos que tenham estado no Brasil nos últimos 14 dias.

Para um interlocutor próximo de Bolsonaro, isso enfraquece o discurso do presidente brasileiro de minimizar os riscos da pandemia do novo coronavírus.

No primeiro momento, Bolsonaro mostrava um alinhamento com as posições adotadas por Trump nos EUA. O americano também minimizava a pandemia, defendia o uso de cloroquina e pressionava governadores para a reabertura da economia.

Parecia um roteiro perfeito para Bolsonaro seguir. Mas diante do crescimento da pandemia por lá, fazendo os EUA atingirem a liderança mundial de casos, Trump teve que rever medidas, inclusive para evitar um desgaste ainda maior no ano em que disputa a reeleição.

“O pragmatismo sempre vai pesar mais do que relações com aliados. Bolsonaro virou uma espécie de pária internacional por causa da postura adotada aqui com o crescimento exponencial de casos e mortes. O mundo está olhando para o Brasil. E como tenta a reeleição, Trump tem que se afastar dessa imagem de Bolsonaro”, ressaltou ao blog um embaixador brasileiro.

Por G1