A partir de denúncia oferecida pelo Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o Judiciário condenou pelo crime de extorsão mediante sequestro um policial civil investigado na Operação Mônaco, que apura a possível ocorrência de crimes na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente de Curitiba. A pena fixada na sentença, expedida pela 4ª Vara Criminal de Curitiba, foi de 15 anos de reclusão em regime fechado, além da perda do cargo público.

Os fatos investigados teriam ocorrido em fevereiro de 2019, quando o réu (agora condenado), em conjunto com outros dois policiais civis e o então delegado-chefe da unidade policial – estes com julgamento ainda pendente –, teria exigido R$ 50 mil do proprietário de uma rede de combustíveis em troca da liberação de um funcionário que havia sido preso indevidamente dias antes durante abordagem policial no estabelecimento comercial, localizado em Tijucas do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. O empregado teria sido preso supostamente em flagrante, mas sem qualquer fato ou ordem judicial que justificasse a prisão, a pretexto de possíveis irregularidades no estabelecimento. Segundo as investigações, o funcionário acabou sendo solto após o pagamento de R$ 10 mil pelo dono do posto ao grupo de policiais.

Os demais denunciados respondem pelos crimes de concussão, sequestro e cárcere privado. Na mesma sentença condenatória, o Judiciário suspendeu o sigilo do processo e o mesmo tramita agora de forma pública.

do MPPR