A Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Saúde (Decrisa) já iniciou as investigações sobre as festas clandestinas realizadas em Curitiba e região durante a quarentena e a suspensão das atividades das casas noturnas, conforme decreto do governo do Estado. O pedido de investigação foi feito pelo próprio governador Carlos Massa Ratinho Junior após denúncia de realização de balada clandestina em casa de eventos no bairro Campo Comprido Curitiba, na última sexta, publicada em primeira mão no portal Bem Paraná. Segundo o secretário de Estado de Saúde, Beto Preto, os organizadores podem responder por crime contra a saúde pública.

“Nós interrompemos aulas, interrompemos o comércio, diminuímos linhas do transporte coletivo e somos surpreendidos por uma situação como essa de 500 pessoas. E não é a única, existem outras, mas as polícias do Paraná já estão de prontidão. Vamos tomar as medidas necessárias e localizar os responsáveis porque isso é crime contra a saúde pública”, disse o secretário, em entrevista ao programa Balanço Geral Curitiba, ontem.

“Trata-se de uma irresponsabilidade neste momento que estamos vivendo. Fatalmente, alguém que estava nessa festa, pode sim ser um portador assintomático do coronavírus e ter ajudado a transmitir. Então, cada atitude dessa, cada situação como essa, daqui a alguns dias a gente acaba sentindo no sistema de saúde, na porta da Unidade de Pronto Atendimento, do Hospital”.

O presidente do Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares de Curitiba (SindiAbrabar), Fábio Aguayo, afirma que as festas clandestinas sempre existiram na Grande Curitiba, mas que estão mais frequentes agora durante a pandemia de coronavírus. “As festas clandestinas sempre existiram em Curitiba, e aumentaram agora com o fechamento das casas noturnas, clubes e baladas. Essas festas acontecem em chácaras, coberturas, apartamentos e locais secretos”, confirma ele, que pede mais atenção por parte da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (AIFU). “Parece que só fiscalizam que tem CNPJ!”, diz ele. “E a AIFU tem que liderar isso, pois só quer fiscalizar o nosso setor que está lutando pra ficar dentro das normas e regras”, finaliza Aguayo.

A balada da última sexta reuniu cerca de 500 pessoas e aconteceu em uma chácara no bairro Campo Comprido, em Curitiba, com direito a DJ, muita bebida e até banho de piscina para os mais corajosos. Essas festas têm acontecido em Curitiba e cidades da Região Metropolitana, como Colombo e Piraquara, e são totalmente organizadas pelo WhatsApp.

Informações/Imagem: Bem Paraná