Junto com a equipe do Incor, estou na linha de frente do combate à Covid-19 desde o dia 20 de março preparando nossa instituição, colaborando no treinamento de equipe e acompanhando a evolução dos pacientes e a corrida da ciência para tentar encontrar remédio e vacina contra a doença. Mesmo com essa familiaridade e treinamento médico, tomei vários sustos e descobri uma série de coisas novas quando passei do papel de médico para o de paciente do coronavírus. Em 28 de março, comecei a ter sintomas fracos e que, aos poucos, foram se intensificando. Até hoje ainda sinto como se tivesse um resfriado persistente.

O vírus veio com tudo! Foi uma montanha-russa: começa em uma subida lenta e vai piorando, chega a um ponto mais íngreme e despenca em uma velocidade impressionante. O primeiro sinal de que havia algo de errado comigo veio com uma tosse persistente, quase sem febre (tive dois episódios). Passei a medir a temperatura todos os dias e a sentir sintomas inexplicáveis, como perda de força e prostração que variavam muito de intensidade. Passados seis dias, quando estava em casa pela manhã e programado para assistir um filme, comecei a ter uma sensação clara de que tinha um passageiro estranho em meu corpo. Sim, um alien.

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