O atual impasse em que o transporte público de Ponta Grossa se encontra, com o sistema de ônibus operando em 50% de sua capacidade, tem gerado preocupação aos comerciantes do município. O temor principal dos lojistas é que com as lotações dos ônibus verificadas ao longo de um mês, o nível de casos de Covid volte a subir.

O Núcleo do Comércio da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) tem manifestado constante preocupação desde que o impasse no sistema de transporte público da cidade iniciou, e além de uma eventual volta da elevação de contaminações, os lojistas ponta-grossenses temem que uma nova crise seja acompanhada de medidas restritivas ao setor, como ocorreu no mês de março.

“Uma preocupação pertinente do nosso segmento é que o comércio tem sido a primeira opção de fechamento no sentido de evitar aglomerações. A qualquer modificação no número de casos de Covid o comércio tem sido alvo das medidas”, comenta o lojista Régis de Oliveira Godoy. “Se há uma redução da frota para 50%, é óbvio que ali vai haver aglomerações, e o ambiente de ônibus se tornou em mais um risco, ainda mais em um período tão longo, de um mês, com fluxo concentrado de passageiros”, complementa o comerciante.

Para a Diretora de Comércio da ACIPG, Flavia Barrichello, os problemas do transporte público em Ponta Grossa têm gerado um temor constante aos empresários, que não veem uma solução ser tomada para que o sistema volte a operar normalmente. “A nossa preocupação é que com essa demora em chegar a um consenso para a volta total dos ônibus estejamos vivendo um processo de estar expondo os funcionários e clientes à contaminação, e assim mais uma vez termos nosso segmento penalizado”, alerta a diretora.

Os comerciantes esperam que o Poder Público e a empresa responsável pelos ônibus em Ponta Grossa encontrem o quanto antes uma resposta para o impasse que se arrasta por aproximadamente um mês. “A gente tem o maior interesse que não haja aglomeração e pede encarecidamente para que a Prefeitura tenha muito cuidado em suas ações e o transporte coletivo, que tem responsabilidade direta da Prefeitura, tenha uma solução. Que se faça um planejamento para complementar as linhas, estender os horários”, afirma Régis Godoy. “O comércio todo está em alerta com a situação do transporte público, com sobrecarga de passageiros, com alto nível de impacto no ir e vir das pessoas, que acabam se obrigando a circular no mesmo momento e com isso trazendo pro futuro uma contaminação maior. Nós não estamos dispostos a pagar a conta, sendo que nós não somos os responsáveis por isso. Estamos atentos e solicitando que se estendam os horários, se abram mais linhas, para suprir toda essa demanda”, finaliza Flavia Barrichello.

da Assessoria ACIPG