O Laboratório Universitário de Análises Clínicas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Luac-UEPG) identificou indícios da presença da variante Ômicron em 32 testes realizados entre os dias 14 e 18 de janeiro no município.

O material será enviado ao Instituto Carlos Chagas/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que fará o sequenciamento genômico das amostras para confirmação oficial dos casos, com notificação para a Secretaria de Estado da Saúde, como parte do procedimento padrão nesses casos.

Em dezembro, a equipe identificou pela primeira vez a presença da mutação do sítio 417, na proteína spyke do vírus. Ela apareceu em seis das 104 amostras analisadas.

Segundo o coordenador da pesquisa, Marcelo Vicari, os casos de Ômicron correspondem à quase totalidade dos casos positivos de Covid-19 na cidade atualmente. “Com a passagem de ano, a presença dessa mutação nos testes positivos ficou muito frequente, fazendo com que a gente tenha certeza que a variante Ômicron está em livre circulação em Ponta Grossa”, afirma.

Desde o primeiro caso suspeito, a equipe realiza o teste para a mutação em todas as amostras positivas para Covid-19.

ESTUDO – No total, o Laboratório pretende analisar 300 amostras de indivíduos positivados para Covid-19. A equipe iniciou os testes em julho de 2021, para identificar a variante Gama (P1) e em agosto passou para a variante Delta. Em dezembro, a Ômicron também entrou no estudo.

Segundo Marcelo Vicari, o Luac tem ajudado as autoridades locais de Saúde no trabalho de monitorar a frequência das variantes e associar os dados com a ocupação de leitos da região dos Campos Gerais.

“Também reforçamos para a população a importância das medidas, como o isolamento, o uso de máscaras, higiene das mãos e vacinação. É extremamente importante a consciência dos infectados em manter o isolamento, para interromper a transmissão do vírus”, afirma Vicari.

DADOS – A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) recebeu, no sábado (15), o 6º Relatório de Circulação de Linhagens do Vírus Sars-CoV-2, da Fiocruz Paraná. O documento confirmou a predominância da variante Ômicron no Estado. Os dados apontam que, das 178 amostras coletadas entre 27 de dezembro e 2 de janeiro, nas quatro macrorregiões, 91 (51,1%) foram confirmadas para a variante Ômicron e 87 (48,9%) para a Delta. A Sesa confirmou a circulação da variante Ômicron no dia 12 de janeiro, com um caso de Curitiba, após sequenciamento genômico da Fiocruz do Rio de Janeiro.

AEN  Foto: Jéssica Natal/UEPG