A Divisão de Homicídios divulgou nesta quarta-feira (17), imagens de câmeras de segurança, que contrariam a versão dada pelo empresário Bruno Caetano, que segue preso após o crime que resultou na morte do advogado Ygor Kaluff e seu amigo Henrique Mendes Neto, 38 anos.

Em depoimento, ele relatou não ter mais se encontrado mais com os atiradores após o duplo assassinato, porém após o crime, o empresário vai até uma rua próximo ao local do crime, pára o carro e os três envolvidos no crime embarcam no veículo de Bruno e em seguida saem. Veja o vídeo:

A Delegada Tathiana Guzella ainda afirmou que Wilson, o ourives, tem conversas em celular que indicam que Bruno tinha uma dívida de mais de 200 mil reais de uma venda de diamantes de outra negociação. O celular de Wilson foi apreendido e diversas conversas e inclusive grupos de Whatsapp onde aconteciam negociações de vendas de pedras preciosas, estão sendo analisadas pela polícia.

A delegada ainda afirmou que Bruno relatou em depoimento que conhecia Ilson Junior, um dos atiradores, apenas do ano passado, quando Junior prestou serviço como vigilante em seu posto de combustível. Porém, ela relata que conseguiram novas informações que indicam que Bruno conhecia Ilson há muito tempo e inclusive já realizaram outros negócios.

Irmãos foram presos pela ROTAM

Foram presos os irmãos Ilson Bueno de Souza Junior, 40 anos e André Bueno de Souza, na madrugada desta quarta-feira (17) em Curitiba.

Através de uma denúncia anônima, policiais da ROTAM do 13º Batalhão, receberam a informação de que os irmãos estariam no bairro Pinheirinho. A equipe foi até o local indicado e encontraram a dupla. Eles não resistiram a prisão.

Na chegada dos dois na Divisão de Homicídios, Ilson relatou para a imprensa que o que matou os dois foi o Covid. Em seguida ele foi conduzido para o interior da delegacia. A polícia ainda está a procura de um terceiro participante do crime.

O caso

O advogado Ygor Kaluff e seu amigo Henrique Mendes Neto, 38 anos, foram assassinados a tiros em um posto de combustíveis no centro de Curitiba, durante uma conversa envolvendo o empresário preso, um vendedor de jóias, Kaluff e Neto. Três homens participaram do duplo homicídio. Eles chegaram junto com o empresário e o vendedor de jóias em um carro. O empresário foi preso na noite do crime em uma residência em São José dos Pinhais.

Já o vendedor de jóias, relatou que a ideia de fazer a cobrança de Bruno Caetano se passando por um cobrador do ourives de São Paulo, partiu do advogado Ygor Kaluff. O vendedor ainda afirmou que vendeu R$ 480 mil em esmeraldas e diamantes ao empresário no ano passado e que deste então não teria recebido. Bruno nega essa dívida com o vendedor de jóias.

Informações/Imagens: Plantão 190/Banda B