O Hemonúcleo de Ponta Grossa lançou uma campanha pedindo a doação de plasma sanguíneo por parte daqueles que já foram infectados pelo novo coronavírus. De acordo com Nelsi de Oliveira Zakszenski, chefe do Hemonúcleo, a cidade está participando de estudos realizados pelo HEMEPAR (Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná), que buscam identificar se o uso do plasma convalescente no combate à COVID-19 é eficaz. O procedimento teve sucesso para o tratamento de outras doenças como a H1N1, em 2009, e até mesmo a Gripe Espanhola, em 1918.

Segundo Liane Andrade Labres de Souza, diretora geral do HEMEPAR, a lógica do tratamento é bem simples.”O que a gente imagina é coletar os anticorpos de pessoas que já se curaram e transfundir em uma pessoa que está no início da patologia e começou a agravar, começou a ter insuficiência respiratória. Aí colocamos esses anticorpos nessa pessoa, fazendo com que o vírus presente fique mais fraco, melhorando a defesa da pessoa com aquele agente infeccioso”, explica.

Este tratamento trouxe bons resultados no combate à outras doenças no passado. “Na época da influenza H1N1, em 2009, a utilização deste plasma convalescente diminuiu em 35% os óbitos na época. No caso da COVID-19, ele ainda está em estudo, porque é delicado e é difícil de comprovar. Mas, nos EUA o tratamento tem uma boa resposta, tanto que estão tentando ver se é esse caminho mesmo. Mas ainda requer estudos”, afirma Liane.

Para colaborar com o estudo, pacientes que estiverem dentro do perfil podem entrar em contato com o HEMEPAR pelo número 3223-1616 ou acessar o site www.saude.pr.gv.br/doacao

Foto: Agência Estadual de Notícias  informações