As áreas da Ciência e Tecnologia receberam destaque entre as ações do Governo do Estado no primeiro semestre de 2021. Considerado o principal diferencial estratégico, o Fundo Paraná contribuiu para isso, pois é destinado exclusivamente para proporcionar competitividade científica e tecnológica ao Estado, em âmbito nacional e internacional.

Entre janeiro e julho, foram direcionados R$ 20,5 milhões para o financiamento de iniciativas de inovação. A previsão orçamentária para 2021 é de R$ 83,5 milhões, conforme a recuperação da arrecadação estadual durante a pandemia.

“O intuito é estabelecer a inovação no centro da estratégia de desenvolvimento regional sustentável das cadeias produtivas paranaenses, com foco na melhoria da qualidade de vida das pessoas”, afirma o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, destacando o incentivo à pesquisa científica e tecnológica.

Ele explica ainda que as ações empreendidas na área de Ciência, Tecnologia e Inovação estão relacionadas aos objetivos governamentais, propostos no Plano Plurianual 2020-2023 (PPA 2020-2023), mais especificamente aos programas Paraná Mais Ciência e Ensino Superior Inovador.

PROJETOS – Entre os projetos apoiados neste ano, está o desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2), baseada em nanopartículas. Proposto pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), na área de Biotecnologia e Saúde, conta com aporte do Governo do Estado de R$ 735 mil.

“Essa ação pretende produzir, de forma econômica e sustentável, um imunizante para combater a Covid-19 e eventuais futuros surtos de infecção, causados por outros tipos de coronavírus”, explica o coordenador da Unidade Gestora do Fundo Paraná, Luiz Cézar Kawano.

Em Londrina, no Norte do Estado, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná está implantando laboratórios para os cursos de Engenharia Mecânica, Engenharia Química e Engenharia de Produção. O objetivo é fortalecer e ampliar as atividades de pesquisa científica e tecnológica nessas áreas. Foi aplicado mais de R$ 1 milhão.

AGRICULTURA FAMILIAR – O Paraná Mais Orgânico (PMO) é um programa de orientação para agricultores familiares, interessados em produzir alimentos de maneira orgânica e agroecológica. Os produtores aprendem técnicas de manejo orgânico para as lavouras, ou seja, livre de agrotóxicos, de sementes transgênicas e de outras substâncias tóxicas ou sintéticas.

Segundo o coordenador do programa, Rogério Barbosa Macedo, professor da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), somente neste ano já foram certificadas 127 propriedades rurais. “Ao todo, temos 712 agricultores ativos, colocando o Paraná em posição de destaque em número de produtores orgânicos certificados no Brasil”, afirma.

INTERNACIONALIZAÇÃO – O programa Paraná Mais Idiomas (PFI) é uma das principais ações para alavancar o processo de internacionalização das Universidades Estaduais. Por meio de cursos os professores, estudantes e agentes universitários recebem capacitação para participar de programas de mobilidade internacional.

No primeiro semestre de 2021, mais de 1,8 mil pessoas concluíram cursos regulares de 60 horas ofertados pelo PFI, nas sete universidades estaduais. Foram 1,1 mil cursistas no Paraná Fala Inglês e outros 644 no Paraná Fala Francês.

SOCIAL – Na área social, são desenvolvidos dois programas: Núcleo Maria da Penha (Numape) e Núcleo de Estudos e Defesa de Direitos da Infância e da Juventude (Neddij). O primeiro promove atendimento jurídico e psicológico gratuito para mulheres de baixa renda, vítimas de violência doméstica, enquanto o outro busca assegurar a defesa dos direitos da criança e do adolescente em situação de risco ou que tenham os direitos violados ou ameaçados.

No período que compreende os meses de janeiro a julho deste ano, o Numape contabiliza 12.450 atendimentos. Nesse período, o Neddij contabilizou 1.924 atendimentos, por meio das sete instituições estaduais de ensino superior paranaenses.

da AEN