“A situação nunca foi tão grave”, afirma Requião Filho. O Deputado Estadual tem sido um crítico ferrenho da falta de planejamento do atual Governo Ratinho Júnior, no Paraná. À beira do apagão, conforme análise de especialistas, as empresas de energia elétrica seguem comemorando lucros históricos, enquanto que a economia das famílias despenca duramente. É o caso da Copel, que esqueceu seu papel social e agora foca seus interesses apenas em conseguir lucros para acionistas na bolsa de valores. A empresa, literalmente, virou as costas para os paranaenses e com aval do governador.

“Enquanto eles insistem em culpar apenas a falta de chuva e a baixa dos reservatórios, a população segue pagando a conta dessa irresponsabilidade, da falta de planejamento no setor. São quase 5 milhões de unidades consumidoras, muitas delas de famílias que estão sofrendo com o desemprego, a informalização e os baixos salários em decorrência da pandemia e ainda precisam lidar com novas bandeiras tarifárias, prejudicando diretamente a retomada da economia”, critica Requião Filho.

Para o deputado, essa falta de visão dos atuais governos, tanto Federal como Estadual, demonstra que o sistema elétrico pode estar operando no limite e à beira de um colapso. Com a insistência privatização da Eletrobrás, que deverá causar mais 25% de aumento nas contas de luz, dentro de poucos anos, o cenário pode estar ainda pior, prevê.

“Só economizar energia e apagar as luzes agora, não vai resolver. As fábricas não vão deixar de produzir alimento, que vai custar cada vez mais caro com esse aumento acelerado de impostos. O custo da produção aumenta e essa conta não fecha nunca”, analisa.

No interior do Paraná, por exemplo, quem também deve sentir em pouco tempo os reflexos mais críticos das atuais medidas econômicas são os produtores agrícolas. Com a estiagem e os altos custos da energia elétrica, a partir de 2023, os produtores rurais ainda terão que lidar com mais um agravante. Eles perderão o subsídio oferecido pelo Governo Federal destinado à energia rural, que atualmente chega a 60% do valor consumido nas propriedades. E não só isso, também será o fim da Tarifa Rural Noturna, que há mais de vinte anos concede-lhes um desconto de 60% na conta de energia elétrica do que é consumido entre 21h30 e 6h.

“Essa será a herança deixada pelos Governos para os paranaenses. Um aumento fervoroso nas contas da produção de alimentos, que se refletirá com mais intensidade na mesa dos consumidores. Somando isso aos novos pedágios, que devem ser implantados no próximo ano no Estado, incluindo mais rodovias, em pouco tempo, o Custo Paraná será mais alto do que nunca”.

O acúmulo de lucros em decorrência destes constantes aumentos das tarifas de energia elétrica chegou a somar quase 4 bilhões de reais em 2020. No entanto, só quem ganhou com isso, foram os acionistas da empresa, destaca Requião Filho. “Não existe mais investimento social, enquanto que o Paraná segue muito lucrativo, menos para os próprios paranaenses”, finalizou.

Por:Requião Filho