Um dos temas mais debatidos na sociedade atual é o da mobilidade urbana. Parte importante dessa discussão, as ciclovias e ciclofaixas são uma forma de lazer e de locomoção nas cidades.

Ponta Grossa conta, atualmente, com três ciclovias — na região do Monteiro Lobato, na região do Lago de Olarias e na avenida Bispo Dom Geraldo Pelanda. Mais duas já foram aprovadas para construção e terão os detalhes divulgados em breve. Uma delas liga o Campus de Uvaranas da UEPG até o Passo do Pupo, e a outra é a ciclofaixa da avenida General Carlos Cavalcanti. No entanto, em se tratando de ciclomobilidade, os ciclistas do município consideram que ainda há muito a ser feito no município.

Falta de plano

Ciclista de final de semana, o vereador Rudolf Polaco (PSL) acredita que as ciclovias fazem parte do crescimento das cidades. Na avaliação dele, é importante que toda cidade pense em transportes alternativos, ainda mais em regiões que apresentam crescimento considerável, como Ponta Grossa. No entanto, Polaco acredita que falta um plano de ciclomobilidade no caso ponta-grossense.

“Eu, como ciclista de final de semana, vejo que há uma dificuldade na questão do planejamento, pois temos algumas vias rápidas, já que a nossa cidade cresceu de forma desordenada. Por isso, o ideal seria apresentar um plano de ciclomobilidade, para que possamos atingir um número maior de pessoas e de bairros”, avalia.

Ações pontuais

Na visão de Mauro Paes, profissional de Educação Física e diretor técnico da Liga de Ciclismo dos Campos Gerais, algumas ações são apenas pontuais e não beneficiam principalmente quem utiliza a bicicleta para fins de trabalho.

“Não existe uma rota cicloviária. Somente ações pontuais. Essas ações beneficiam, sim, a população que utilizará a bicicleta como meio de atividade física. No entanto, ainda faltam ações para o transporte/locomoção de trabalhadores dos seus locais de trabalho até os grandes bairros da cidade. O Parque Linear, em Oficinas, é uma excelente ideia. Deveria haver ações semelhantes nos demais bairros da cidade”, opina.

Segurança

Mauro Paes ainda relata que a segurança não é a ideal e faz ponderações acerca do tema dos pedestres usarem as ciclofaixas e ciclovias juntos aos ciclistas. “A segurança não é a ideal, pois muitas vezes os motoristas dos veículos acabam não percebendo e não sendo informado corretamente do direito que o ciclista tem naquele local. Outro ponto é que essas ações existentes são ações que não são exclusivas para contemplar o ciclista, mas sim, locais onde divide-se espaço com os pedestres”, conclui.

Com informações/Foto: PMPG