Ainda segundo o levantamento, professores que trabalham presencialmente foram mais propensos a relatar resultados positivos

Uma pesquisa da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins, publicada nesta quinta-feira na revista ‘Science’ e noticiada pelo ‘Globo‘, aponta que morar com uma criança nos EUA estudando presencialmente em tempo integral aumenta o risco de apresentar sintomas da Covid-19 ou apresentar um teste positivo de Sars-CoV-2.

Ainda segundo o levantamento, professores que trabalham presencialmente foram mais propensos a relatar resultados positivos para Covid-19 do que aqueles que trabalham em casa.

O mesmo acontece com crianças em tempo parcial. No entanto, neste caso o risco é “atenuado”, segundo os pesquisadores. Entre os sintomas apresentados estão febre, tosse, dificuldade de respiração, perda de paladar ou de olfato.

“Mesmo que a transmissão nas salas de aula seja rara, as atividades relacionadas à escola presencial, como a retirada e a entrega do aluno, as interações do professor e mudanças mais amplas no comportamento durante o período escolar podem levar a aumentos na transmissão na comunidade”, alerta o estudo.

No entanto, a combinação de pelo menos sete medidas de proteção faz com que a correlação entre aulas presenciais e maior taxa de contágio desapareça.

Entre elas, estão uso de máscara de alunos e professores, entrada na escola restrita apenas a estudantes e trabalhadores da educação, distanciamento entre carteiras e o não compartilhamento de materiais. Essas medidas foram apontadas por mais de 80% das pessoas que responderam aos questionamentos.

Já 50% dos participantes afirmam que as escolas adotaram ainda turmas reduzidas, repetição de apenas o mesmo grupo de alunos e triagem diária de sintomas.

A pesquisa foi feita pelo Facebook em parceria com a Carnegie Mellon University. O grupo analisou os dados coletados em dois períodos de tempo durante o ano letivo de 2020-2021 (24 de novembro de 2020 a 23 de dezembro de 2020 e 11 de janeiro de 2021 a 10 de fevereiro de 2021).

Do total de 2.142.887 que responderam nos 50 estados dos EUA e em Washington DC, 576.051 (26,9%) relataram pelo menos uma criança na pré-escola até o ensino médio morando em sua casa.

“Embora os estados maiores tenham mais respostas, a taxa de resposta per capita foi bastante consistente entre os estados”, diz o estudo.