Entre os argumentos apresentados pelo deputado está o fato de o Paraná possuir uma população, estimada pelo IBGE,  de 11.516.840 pessoas, e ter recebido 391,7  mil doses das vacinas Coronavac e AstraZeneca, enquanto o estado do Rio Grande do Sul, com população estimada em 11.422.973 pessoas, ter recebido 511,2  mil doses, cerca e 25% a mais que o Paraná.

“Nós exigimos uma explicação do Ministério da Saúde. Nosso questionamento é para saber por quê o nosso Estado recebeu 25% menos doses que o Rio Grande do Sul, se isso estava previsto no Plano Nacional de Vacinação e se há prazo para o Ministério corrigir essa distorção”, destacou Aliel. No documento, encaminhado ao Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, Aliel também questiona o fato de os Agentes Comunitários de Saúde, citados no Protocolo de Manejo Clínico do Coronavírus como prioritários, terem ficado fora da prioridade em alguns estados e municípios e quais as consequências dessa ação.

O deputado manifestou essa preocupação também ao Secretário de Estado da Saúde do Paraná (SESA-PR), Beto Preto. Em ofício encaminhado à Secretaria, Aliel destaca que o início da vacinação atingiu apenas uma parte dos profissionais de Saúde, deixando de lado esses profissionais, apesar de agirem na linha de frente no combate à doença.

“Os agentes são linha de frente, realizam a busca ativa e merecem nosso respeito. Estamos oficiando a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) pedindo a inclusão das categorias e de todos os funcionários das Unidades de Saúde em todo o Paraná, observando a quantidade de vacinas recebidas”, observou ele.

O parlamentar lembrou que, de acordo com o Plano Nacional de Imunização, o grupo prioritário para a distribuição das doses iniciais das vacinas inclui os “Trabalhadores de Saúde que atuam em Serviços de Saúde”, sem distinção entre os ACS e o ACE, que também se enquadram na categoria, e os demais trabalhadores. Inclusive, tais agentes estão listados no atendimento fast track da COVID-19, do Protocolo de Manejo Clínico do Coronavírus (COVID-19) na atenção primária à Saúde”, do Ministério da Saúde.

Da assessoria.