O portal D’Ponta News apresenta uma série de reportagens sobre ‘A Pandemia em PG’. Publicada sempre às terças e quintas-feiras, a série traz sempre uma entrevista exclusiva com a opinião de um convidado sobre as atitudes tomadas no início da pandemia, a atual situação e também como enxerga o futuro para Ponta Grossa.

Há exatos três meses as primeiras medidas para conter o avanço do coronavírus eram tomadas em Ponta Grossa. Com o isolamento social diversos setores foram afetados, principalmente o de eventos e entretenimento. No entanto, a diretora de eventos do Ponta Grossa Convention e Visitors Bureau, Wagnilda Minasi, acredita que as medidas foram corretas. “Foi super acertado. Por conta disso a gente está colhendo essa diferenciação de Ponta Grossa com relação a outras cidades do mesmo tamanho, como Londrina, Maringá e Cascavel”, coloca.

Wagnilda acredita que a atual situação do município se deve às medidas tomadas em meados de março. “De uma certa forma, está controlado por causa das atitudes que eles [poder público] tomaram lá trás. Mas como, infelizmente, a gente é humano e quando acomoda um pouco a gente acha que já está tudo normal, muitas pessoas voltaram para ir às ruas sem máscara, deixaram de se cuidar”, aponta. Ela também acredita que, mesmo com o prejuízo financeiro, essas medidas de isolamento são necessárias. “Infelizmente a população não vê a seriedade da doença. E envolve todos nós, não só a economia”, complementa.

Wagnilda Minasi, diretora de eventos do Ponta Grossa Convention e Visitors Bureau

Para o futuro, a diretora acredita que teremos que nos acostumar com um ‘novo normal’. “Eu sei que a volta à normalidade vai ser muito gradativa, principalmente no setor de eventos. Vamos voltar sim, porque o ser humano é relacional, mas vai ser um normal diferente, com novas atitudes”, afirma. Ela ainda acredita que o setor de eventos terá que se adaptar a uma nova realidade.

Com relação às medidas tomadas pelo Executivo, Wagnilda aponta que seria interessante uma atenção maior em políticas municipais voltadas aos pequenos empresários. “Eu concordo plenamente que a prioridade dele [prefeito] foram as pessoas, eu faria isso também, mas faria um comitê para estar ouvindo constantemente as empresas, porque essa retomada vai ser difícil”, finaliza.

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